E os próximos 50 anos?

Anderson Masetto.

O mês de Novembro marca os 50 anos da Embratur. Uma marca e tanto, mas o órgão que tem como missão promover o Brasil no exterior e incrementar o número de visitantes estrangeiros no pais não tem a devia atenção por parte do governo. Ele é estratégico, pois existem poucas atividades econômicas que geram tantos empregos e respondem tão rapidamente a estímulos como o Turismo. Meio século é mais que suficiente para que o poder público tenha entendido a importância deste setor e o quanto ele pode contribuir para a ampliação da atividade econômica do pais.

É necessário entender que o que se gasta com promoção no exterior – desde que bem feito – não é custo e sim investimento. Somente neste ano, os gastos de visitantes estrangeiros no pais devem somar mais de US$ 7 bilhões. É um valor considerável, mas há que se colocar uma ressalva: poderia ser muito maior. Chegamos a esta cifra graças a criatividade e competência do excelente e técnico quadro de funcionários da Embratur.

O mesmo pode se dizer do seu presidente, Vinicius Lummertz, que nesse momento se desdobra para ampliar o orçamento de 2017 por meio de emendas parlamentares. Mesmo o ministro recém-empossado, Marx Beltrão, já afirmou que o Turismo precisa ampliar sua força política, especialmente no parlamento.

Este parece um discurso antigo – praticado por quase todos os 11 ministros que sentaram na cadeira desde 2003. Mas é sim o discurso a ser feito. Uma atividade que responde tão rápido a estímulos e consegue gerar tantos empregos, não pode ser vista como menos importante do que outras. Para se ter uma ideia a recente queda do dólar e a volta do otimismo perante a economia, já significaram uma retomada das vendas de muitas agências e operadoras.

Mais do que comemorar, esses 50 anos da Embratur devem significar uma mudança nesta lógica. Sabemos que há em gestação um projeto para modernizar o instituto. O próprio ministro confirmou, mas não deu prazo para isso. Esta deve ser a discussão ampla, que envolva todo trade para que, nos próximos 50 anos, o pais possa estar entre os principais destinos do mundo.

Anderson Massetto é jornalista, pós graduado em Comunicação Jornalistica e editor-chefe do Mercado & Eventos.

FONTE: Jornal impresso Mercado & Eventos: Novembro/2016 – 1ª quinzena – Ano XIV – nº 307 – Tiragem 17.120 exemplares

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