Rota da Baleia Franca é aposta catarinense para diminuir a sazonalidade

Texto e fotos: Camila Lucchesi

 

Imagine um roteiro que combina praias, enseadas, lagoas, baías e dunas com gastronomia de primeira, aspectos culturais e marcos de nossa história? No litoral sul de Santa Catarina é possível vivenciar todo esse mix e ainda ter direito a um atrativo de peso: o avistamento das baleias francas. Os cetáceos gigantes são o principal componente na estratégia de fomentar a economia local por meio do turismo durante o inverno e, assim, diminuir a sazonalidade.

Com passagem garantida pelo Brasil e permanência média de cinco meses por aqui – de junho a novembro, com pico em setembro –, esses animais inspiraram a criação da Rota da Baleia Franca, novo produto de ecoturismo fomentado pelo Sebrae Santa Catarina. O projeto criado em 2015 tem como principal objetivo profissionalizar o turismo na região, por meio de capacitação do trade local para garantir experiências inesquecíveis aos turistas.

Cerca de 200 empresas foram qualificadas nos últimos dois anos e a meta é chegar a 300 até o fim de 2017. “O potencial turístico não pode ficar restrito apenas ao verão, ele precisa ser trabalhado o ano todo já que o destino oferece atrativos para todas as temporadas, além de gerar emprego, renda e garantir o bem-estar das populações locais”, afirma Juliana Ghizzo, analista da coordenação Regional Sul do Sebrae/SC e gestora do projeto que já levou um grupo de empresários para benchmarking na Península Valdés, na Argentina, onde a observação das baleias francas é feita com temperaturas abaixo de zero.

Os passeios acontecem dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, criada em setembro de 2000 com área de 156 mil hectares e 130 quilômetros de costa marinha que compreendem nove municípios do sul catarinense. Laguna, Imbituba e Garopaba são os três primeiros beneficiados pela ação que tem parceria com a ONGs Projeto Baleia Franca (PBF)Instituto Baleia Franca (IBF) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Os roteiros são feitos por terra e, para maximizar as possibilidades de avistamento, existe uma grande rede de monitoramento envolvendo biólogos e estagiários das ONGs, condutores de turismo, empresários da hotelaria e a própria comunidade. Cada um observa um trecho e avisa aos outros participantes os pontos onde as baleias aparecem para que os guias consigam direcionar os clientes.

 

Fonte: Camila Lucchesi, https://brasilturis.com.br/rota-da-baleia-franca-e-aposta-catarinense-para-diminuir-sazonalidade/

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