Jovens investem mais em viagens do que em bens materiais

 

Você já deve ter guardado algum dinheiro para viajar. Meses de planejamento, procurando destino e, finalmente, partindo para curtir a merecida viagem. Porém, já pensou em vender roupas e móveis para conhecer o mundo? Esse comportamento não é tão incomum assim para os viajantes das gerações Y (ou millennials) e Z que têm investido mais em experiências de vida do que em qualquer item material.

De acordo com um levantamento do Expedia, realizado com 1.254 norte-americanos entre 18 a 65 anos de idade, 71% do público das duas gerações mais jovens aceitariam um trabalho de meio-período apenas para bancar uma viagem; inclusive, 11% destes admitiram que já adiaram o término de um relacionamento para não afetar uma viagem conjunta programada do casal e 50% estariam dispostos a vender as roupas e móveis de casa.

Além disso, cada vez mais o viajante das novas gerações tem utilizado a internet como principal meio para fazer reservas, comprar passagens e conhecer o destino. Atualmente, metade dos viajantes das gerações Y e Z fazem todo o procedimento de viagem por meio de agência de viagens on-line (OTAs), apontando a conveniência em ter todos os serviços mesclados em uma só página como a principal razão para utilizar o serviço.

Resposta do mercado

De olho nesse cenário, diferentes agências têm explorado as possibilidades de oferecer produtos específicos para os jovens viajantes, como é o caso da Contiki, que em janeiro lançou no Brasil o ‘Indepedent Insider’, produto que oferece pacotes dinâmicos e customizáveis para diferentes destinos europeus, de olho nos millennials.

A operadora, especializada no público entre 18 e 35 anos, conduziu pesquisas que apontaram que 67% dos jovens buscam liberdade e 70% querem flexibilidade de tempo para conhecer os destinos por conta própria, conforme contou Beatriz Camargo, representante do Contiki no Brasil.

“Compreender como estes jovens pensam, como pesquisam e compram é importante tanto para atualizar a carteira de clientes como para renovar práticas de mercado. O comportamento destes jovens influencia os hábitos e formas de compra de viagens de todos os outros nichos de mercado”, afirmou a executiva.

Com base nesse perfil, os pacotes podem ser customizados com até quatro destinos dentro dos quais os viajantes podem criar diversas combinações com as cidades que desejam visitar. A operadora incluiu na oferta roteiros especiais com ênfase em experiências, como uma visita guiada sobre arte de rua em Barcelona, um passeio de Vespa por Roma ou um tour gastronômico descolado em Berlim.

Entre hashtags e selfies

Com o fácil acesso às redes sociais através de smartphones, não é de se espantar sobre outro fato curioso apontado pelo levantamento da Expedia. Segundo mostram as pesquisas, 20% dos jovens mochileiros escolhem o destino de viagem ou hotel onde se hospedarão com base na resposta positiva que terão com os amigos e seguidores das páginas virtuais. Quanto mais curtidas e comentários conquistados ao longo da viagem, melhor.

Beatriz salientou ainda a importância das vendas pela internet. “Quando se fala do público millennial, o canal on-line é muito importante. As buscas por informação são rápidas, objetivas e devem ser respondidas rapidamente. A alta de compras pela internet é muito saudável e as empresas devem estar preparadas para não desperdiçar esta oportunidade”, completou Beatriz.

Assim, relacionar-se com clientes, divulgar e vender produtos pela internet, além de manter um canal on-line aberto para solucionar dúvidas e ajudar os futuros viajantes, são serviços essenciais para as agências de turismo, independente do porte ou do faturamento.

Devido à natureza sempre agitada dos mais jovens, é difícil apontar quanto tempo as viagens continuarão sendo prioridade. Porém, os momentos de cada roteiro serão sempre recordados pelas curtidas nas redes sociais ou pelas histórias contadas para as futuras gerações.

BOX: CAMPEÕES DE AUDIÊNCIA

O levantamento feito pela Contiki apontou ainda que os destinos da Europa mais buscados por pessoas da geração Y são Barcelona e Madri (Espanha), Porto e Lisboa (Portugal), Roma, Milão, Toscana, Cinque Terre e Costa Amalfitana (Itália), Munique e Berlim (Alemanha), Praga (República Tcheca), Cracóvia (Polônia), Budapeste (Hungria), Amsterdã (Holanda), Paris (França), Londres (Inglaterra), Atenas, Mikonos, Santorini e Ios (Grécia), Copenhague10 (Dinamarca), Oslo (Noruega) e Estocolmo (Suécia).

 

Fonte: Leonardo Neves, https://brasilturis.com.br/jovens-investem-mais-em-viagens-do-que-em-bens-materiais/

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