ENTREVISTA: novo presidente da Embratur aborda planos para alavancar o Brasil como destino

Gilson Machado Neto, novo presidente da Embratur

Gilson Machado Neto, novo presidente da Embratur

 

BRASÍLIA – De perfil prático e ciente dos desafios do setor, Gilson Machado Neto foi nomeado no último dia 21 como presidente da Embratur. Desde a data iniciou um trabalho intenso para traçar estratégias visando alcançar a marca de 12 milhões de turistas internacionais, número traçado pelo governo como meta até 2022. Na Embratur, será responsável pela execução da Política Nacional de Turismo no que diz respeito à promoção, marketing e apoio à comercialização dos destinos, serviços e produtos turísticos brasileiros no mercado internacional.

Neto assume o Instituto após ter coordenado a transição nas áreas de Turismo e Meio Ambiente e um período como secretário nacional de Ecoturismo e Cidadania Ambiental, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o que lhe permitiu identificar diversos gargalos para o desenvolvimento do setor.

Nesta terça-feira (28), Gilson Machado Neto recebeu o presidente do MERCADO & EVENTOS, Roy Taylor, e nossa reportagem a fim de abordar os planos para impulsionar o Brasil como destino turístico. Também participou do encontro o presidente da ABIH Nacional, Manoel Linhares, e Osvaldo Matos, que estava com Gilson no Ministério do Meio Ambiente, e que agora passa a integrar a equipe da Embratur.

MERCADO E EVENTOS – Você assume a Embratur em um momento em que o Turismo foi diversas vezes colocado em evidência pelo Governo Federal. Qual o seu plano para alavancar a imagem do País como destino turístico?

Gilson Machado Neto – Quero tratar o Turismo como uma política de estado e não de governo. Para isso queremos ajudar em diversas políticas, uma delas é a inclusão, queremos mais pessoas viajando, principalmente da terceira idade. Temos que trabalhar para incentivar a aviação regional, para que seja mais barato chegar aos diversos destinos. Temos mais de 230 aeroportos no país, dos quais 119 em operação. Temos que resolver um gargalo que é o preço da passagem dentro do Brasil. Fui para vários lugares quando era secretário de Ecoturismo e percebi que o turista que sai de São Paulo para ir a alguns destinos do interior do Brasil gasta o mesmo que ir pra Austrália, incluindo transporte e hospedagem. Isso precisa mudar.

M&E – Como secretário de Ecoturismo, afirmou que conheceu as diversas possibilidades de destinos no País. Um dos objetivos é mostrar para o turista estrangeiro que o Brasil é um destino além de sol e praia?

Gilson Machado Neto – Com certeza. O Brasil é riquíssimo e tem seis biomas: Mata Atlântica, Amazônia, Cerrado, Pantanal, Caatinga e o Pântano. Temos um turismo cultural, que muito poucos países têm. Cada área pecuária tem um turismo rural que é muito pouco explorado, turismo culinário, vinícolas no Rio Grande do Sul. Falar do Nordeste é ‘chover no molhado’, pois temos lá um Caribe e uma Polinésia juntos, sem furacão, sem terremoto e sem guerra, além de sol os 365 dias do ano. Temos um potencial diverso, mas somos um gigante adormecido.

Roy Taylor, presidente do M&E, Manoel Linhares, presidente da Abih Nacional, e Gilson Machado Neto, presidente da Embratur

Roy Taylor, presidente do M&E, Manoel Linhares, presidente da ABIH Nacional, e Gilson Machado Neto, presidente da Embratur

M&E – Quais serão os mercados estratégicos para a Embratur a partir de agora?

Gilson Machado Neto – Vamos trabalhar muito os mercados prioritários para os quais abrimos a isenção de visto: Austrália, Canadá, Japão e Estados Unidos. Vamos tentar acrescentar a China a estes mercados, mas é algo que ainda precisa ser estudado, embora queiramos fazer alguma ação por conta do alto potencial. Apenas 10% dos chineses têm passaporte, e só isso já representa 149 milhões de viajantes internacionais.

Osvaldo Matos, integrará a equipe da Embratur

Osvaldo Matos, integrará a equipe da Embratur

M&E – Algo muito aguardado é a transformação da Embratur em agência. Como está este processo?

Gilson Machado Neto – A transformação da Embratur em agência é uma prioridade. Vamos ouvir os estados, os empresários e os servidores. Precisamos tocar a Embratur com a mentalidade de que quem gera emprega não é o governo, é o setor privado. O presidente tem consciência de que o Turismo é a maneira mais rápida de mudar os números do País. O Brasil precisa de empregos.

O M&E viaja com o apoio da Shift Mobilidade Corporativa

FONTE: MERCADO & EVENTOS / Igor Regis / 

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