Viagem suspensa devido à Covid-19: remarcar ou cancelar?

Em função da pandemia de coronavírus, turistas de Rio Preto estão optando por cancelar viagens já marcadas; melhor caminho, segundo o Procon, é entrar em acordo e tentar remarcar

Viajar está entre as coisas mais prazerosas da vida e, em geral, viagens são planejadas com meses ou até anos de antecedência. E, além disso, para realizar o sonho as pessoas economizam dinheiro, reduzem gastos, pesquisam até surgir uma boa oportunidade e esperam chegar à data marcada. Mas e quando surge uma pandemia no meio disso tudo? A primeira coisa é ter calma para resolver a situação.

Em Rio Preto, houve diminuição na procura por viagens. Aquelas que já estavam marcadas estão sendo canceladas ou adiadas a fim de priorizar a segurança de todos. Mas o que fazer para não perder o dinheiro investido em um passeio que não será realizado no momento?

Nelson Bonjovani, dono da Clube Turismo, agência de viagens de Rio Preto, afirma que os seus clientes possuem duas opções para acordo: cancelar a viagem e solicitar o reembolso ou reverter o dinheiro investido no pacote em créditos para uma viagem  futura. No primeiro caso, a pessoa não ficará salva das multas que estão especificadas no contrato assinado pelas duas partes, que podem variar de acordo com cada pacote e com o tempo de cancelamento. O valor da multa pode ser diferente para cancelamentos com 30, dez ou dois dias de antecedência.

“Estamos entrando em contato com todos os clientes com, no mínimo, uma semana de antecedência do dia marcado para a viagem, caso a pessoa não ligue antes. Também paramos totalmente com a venda de pacotes, uma vez que ninguém está procurando para fechar nem para o segundo semestre do ano”, disse.

As agências de Rio Preto já estão remarcando todas as viagens e fazendo novos acordos. Ao todo, a Clube Turismo já cancelou 20 pacotes de viagens do dia 19 de março até o dia 30 de abril, todas agendadas para esse período. A agência B95 também já está remarcando todas as suas vendas do restante do mês, que somam cerca de 100 viagens. Excursões de ônibus também foram canceladas, de acordo com a empresa Turiscenter, que no total já cancelou e remarcou seis excursões, aéreas e terrestres, de grupos formados por 40 pessoas em média.

Segundo o presidente da Associação das Agências de Viagens do Interior do Estado de São Paulo (Aviesp), Marcos Lucas, o Estado representa cerca de 60% do turismo nacional, sendo aproximadamente 25% no interior. Considerando que o setor de turismo é responsável por 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, quase 2% dessa porcentagem é emitida no interior paulista.

Marcos também explica que as pessoas que compram viagens fazem isso de duas formas: direto com o fornecedor ou através dos canais de distribuição: as agências. “As companhias aéreas não têm estrutura para atender um público de massa. As pessoas estão sofrendo em filas enormes e, muitas vezes, ainda não conseguem resolver o problema, principalmente se não estiver próximo à data agendada para a viagem.”

(Colaborou Ingrid Bicker)

MATÉRIA DO DIÁRIO DA REGIÃO 

https://www.diariodaregiao.com.br/_conteudo/2020/04/cidades/rio_preto/1190565-como-lidar-com-cancelamento-da-viagem-de-ferias.html

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